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Há um ano atrás, tentava gerir da melhor forma possível a notícia de que ia ser mãe. Foi complicado. Foi um susto enorme, muito embora fosse uma gravidez planeada. Acho que nunca estamos verdadeiramente preparados.

 

Durante toda a minha gravidez, o meu blogue e respectiva página no facebook foram completamente anónimos. Isso permitiu-me falar abertamente sobre (quase) todos os assuntos. Eu precisava disso. A maior parte das pessoas que nos rodeia não gosta que nos queixemos, não está para nos ouvir. Já têm os seus problemas e não querem (legitimamente) viver os das outras pessoas. E eu tinha imensa coisa para falar, para desabafar e esta foi, sem dúvida, a melhor forma. Eu escrevia, mesmo que ninguém lesse. E escrevia sobre futilidades, sobre como não gostava de estar grávida, sobre as minhas dores, sobre as alegrias... E o mais engraçado é que começou a haver alguém a ler. Uma pessoa, depois outra e mais outra. Como o que eu escrevia saía de dentro do meu coração, sem filtros, logo havia pessoas a identificar-se também. E daí surgia uma conversa e começávamos a trocar experiências. O blogue, que foi criado para me ajudar apenas a mim, logo passou a ajudar outras mulheres. Foi uma excelente forma de percebermos que não estamos sozinhas numa das fases mais importantes da nossa vida.

 

A criação da página do facebook facilitou a comunicação e interacção com outras pessoas. Todos os dias recebo mensagens de outras mulheres, mães ou não. Não sei porquê, mas muitas pensam que sou alguma especialista e fazem-me todo o tipo de perguntas. Pois, não sou especialista, só estive grávida uma vez e de apenas 8 meses, logo não tenho experiência quase nenhuma. Tenho a minha vivência e só sobre essa posso falar. As perguntas que faço, sobretudo no facebook, são para recolher mais informação para muitas mães que pedem ajuda. E só posso agradecer a prontidão com que todas colaboram. Não posso deixar de reparar, também, que muitas mamãs não hesitam em criticar as outras. Não nos podemos esquecer que já todas falhámos e, certamente, iremos falhar de novo. A maternidade não é uma ciência exacta e todos somos seres imperfeitos.

 

Gostava de poder dedicar-me mais ao blogue, mas a falta de tempo não mo permite. Um bebé e um trabalho a tempo inteiro, mais tudo o resto, não me deixam muita disponibilidade para lavar a alma através da escrita. E tanta falta que me faz!

 

Quero agradecer a todas as pessoas que, à distância, me ajudaram ao longo deste ano. São pessoas que eu não conheço e, no entanto, trataram-me com imenso carinho. Quero agradecer a quem me lê em silêncio, a quem alimenta o meu blogue e me dá força e vontade para continuar a escrever, a quem me ensina tanto. Quero agradecer às marcas que estabeleceram parcerias comigo e que permitem que eu vos possa porporcionar uns miminhos de vez em quando.

 

E, por fim, mas não menos importante, quero agradecer à minha filha que é o motorzinho disto tudo. Ela fez-me experimentar sensações que eu desconhecia, fez-me viver a aventura da minha vida e é a obra mais perfeita que alguma vez conseguirei fazer. Por ela, mesmo nos dias mais escuros, consigo sorrir sem esforço, consigo sentir felicidade sem culpa. O meu projecto de vida é fazer com que esta pessoa pequenina seja feliz todos os dias da sua vida.

 

 

 

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publicado às 01:15


1 comentário

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De Anónimo a 09.09.2014 às 10:42

Adorei este pequeno texto,escrito com tanto amor!!!!Cá estou à espera que alguém apareça a reclamar "aquilo" que pertence à nossa querida Maria Victória. :-) Um abração e um beijo bem grande de PARABÉNS para as duas queridas. :-) :-)

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