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Habemus nomen

06.01.14

Desde o início da nossa relação que eu e o meu marido falávamos em filhos. E, enquanto imaginávamos os filhos e quantos seriam e todas essas coisas lindas, chegámos a um acordo muito interessante. Ele decidiria o nome do menino e eu o da menina. Sem qualquer intervenção do outro.

 

Ora, isto foi tudo muito bonito enquanto não se perspectivavam os filhos. Desde que engravidei, tudo mudou. O meu marido desejava ardentemente ter um rapaz e os nomes que ele seleccionava eram simplesmente assustadores. Só me apetecia acabar logo com aquele acordo. O meu bebé não se podia chamar Tibério ou Viriato. Por favor! O meu marido sempre quis nomes fortes, com grande compenente histórica, mas certos nomes não são compatíveis com um bebezinho. Foi nesse momento que começei a desejar ter uma menina. Até então, o sexo era absolutamente indiferente.

 

O coração do meu marido ficou partido e eu suspirei de alívio. É uma menina!! Começou, então, a minha busca por nomes lindos, com os quais me sentisse ligada e que não suscitassem gozo por parte dos coleguinhas da escola da minha menina pequenina.

 

Andei a sofrer algumas pressões para me despachar com a decisão. Queriam saber o nome por causa dos monogramas e essas coisas todas que eu não gosto. Seleccionei 3 nomes: Maria Júlia, Maria Dalila ou Maria Vitória. Às 22 semanas, em pleno dia de Reis, decidi que a minha Rainha chamar-se-á Maria Victória.

 

Victória era o nome da minha avó materna. Perdi-a muito cedo, ainda bebé, e nada melhor do que perpetuar a sua memória do que dando o seu nome à minha filha. Nada tem a ver com vitórias pessoais ou com benfiquismos (mas até podia ser). É apenas uma homenagem a uma mulher que, não estando presente fisicamente, esteve sempre comigo.

 

O que se diz de nomes com a letra?

Possui uma lucidez incomum, especialmente no que se refere a julgar o mundo e as pessoas. Diz sempre a coisa certa. O problema é que não vive com os pés chão e desliga a sua atenção com uma rapidez incrível. Às vezes, isso dá a impressão de não se importar com o que acontece à sua volta. A liberdade é uma coisa muito importante e, por esta razão, prefere resolver sozinho os seus problemas sem pedir ajuda ou conselhos a quem quer que seja. Não gosta nem de dar nem de receber ordens e precisa de aprender a controlar a teimosia.

 

Parece que vou ter problemas com esta menina. Não gosta de receber ordens? Ai, ai, ai!

 

Maria Victória significa "senhora soberana que vence".

Parece-me bastante auspicioso. No entanto, só quero que a minha princesa seja sempre uma pessoa feliz. Não é o que todos queremos?

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publicado às 11:45


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