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'Tô?

04.11.15

retro_vintage_baby_girl_play_telephone_call_cushio

 

 

A Maria Victória desde cedo se habituou ao telemóvel. Os bebés agora nascem a ver-nos com os telemóveis na mão, a falar ou a navegar por aí e já é uma coisa natural. A minha filhota rapidamente se apoderou dos nossos telemóveis. Aqueles dedinhos até parece que foram feitos para aqueles ecrãs. Para além da imagem, a Maria Victória gostava de simular conversas. Sempre que apanhava um telemóvel ou qualquer coisa se lhe assemelhasse, dizia "'Tô?", com ar de diva... Depois, passou a ver o telemóvel como forma de ver o pai quando estava longe. Várias vezes por dia usávamos o FaceTime e isso servia para encurtar a distância e (tentar) matar a saudade. Passou a perder o interesse pelas chamadas sem vídeo. Sem imagem, afastava-se logo. 

Mas desde há umas semanas para cá que descobriu uma nova forma de contacto: o telefone fixo. Houve um dia que, por algum motivo, tive que ligar para casa dos avós (onde ela passa parte do dia) e não para o telemóvel. Passaram-lhe o telefone, ouviu a minha voz e, a partir desse momento, deu-se início a uma nova rotina. Todos os dias, pelo menos umas 2 vezes, a Maria Victória senta-se no cadeirão ao lado do telefone fixo e começa a chamar por mim. Já tentámos passar-lhe o telemóvel, mas ela insiste no telefone fixo. Gosta de o ouvir tocar, atender e ouvir-me do outro lado. Depois, vira costas e vai à sua vida. Parece que só quer saber que eu estou ali e isso basta-lhe.

É tão bom ela começar a perceber que estou sempre com ela, mesmo não estando lá fisicamente.  

 

 

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publicado às 22:18

5 meses de AMOR

18.09.14

Ontem, não tive tempo para vir aqui eternizar esta efeméride. Hoje continuo sem tempo, mas já não quero adiar dizer umas palavrinhas sobre esta maravilha que é minha filha.

 

Comecámos o dia bem cedo. Tive uma chamada de conferência às 8:30 e tive que a preparar antes disso para que pudesse estar a dormir novamente a essa hora. Por acaso, correu tudo muito bem. Acordou sozinha às 7:30, mudei-lhe a fraldinha, tomou o leitinho e 5 minutos antes da chamada já estava a dormir no meu colo. Passei-a rapidamente para o berço ao meu lado e dormiu quase a chamada toda. No finalzinho, acordou mas manteve-se em silêncio.

 

Depois, fez os exercícios vocais a que já nos habituou. Descobriu que sabe gritar e passa sempre uma horinha de manhã nesta actividade. Já disse que, qualquer dia, os vizinhos vêm bater-me à porta. E se não vierem deviam vir. Estes gritos são qualquer coisa de muito creepy.

 

Quando mamou novamente à hora de almoço presenteou-me com um belo cocózinho na fralda, nas costas, na roupa que ia usar para sair e na toalha. Foi uma fartura. Toca a dar banhinho, vestir roupa nova e sair à pressa para a consulta com a pediatra. 

 

Eu pedi esta consulta para falar sobre a diversidade alimentar, mas prefiro escrever sobre isso num post apenas dedicado a isso. Portou-se muito bem e riu-se para toda a gente. Está com 6,9 kg e 63,5 cm.

 

Não há palavras que cheguem para descrever estes 5 meses. Eu já imaginava que pudesse ser assim, mas é ainda melhor. E depois é tão fácil gostar desta menina... Penso muitas vezes na sorte que eu tenho em ser eu a mãe dela. <3

 

Aqui fica o nosso dia em fotos e um vídeo.

 

 

 

 

 

 

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publicado às 14:01

Há 4 meses atrás, estava eu em trabalho de parto sem saber. As dores que sentia, fui-as anotando no telemóvel, na esperança de não haver um padrão de repetição. E havia e eu não queria ver. Eu queria achar que era normal, o meu marido queria dormir e que eu não o aborrecesse com os meus ais a cada 6 minutos. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lembro-me da pausa para o banho às 2 e tal da manhã e de como isso me deixou dormir um bocadinho e de como foi frustrante ter acordado novamente com as mesmas dores. Lembro-me do que me custou sair de casa de manhã para ir fazer análises. Lembro-me de ter que ir trabalhar e preparar tudo para que as minhas colegas me pudessem substituir, caso aquilo fosse o parto. (Sim, ainda não estava convencida). Lembro-me de me ter arrastado 2 vezes para o hospital porque as dores já eram um bocadinho para o insuportável. :)

 

E depois a minha filha nasceu e continuou comigo. A única diferença é que está do lado de fora. E agora até já sinto saudades de quando estava do lado de dentro. E, logo eu, que ate escrevi um post sobre o quão eu detestava estar grávida (http://testepositivo.blogs.sapo.pt/8482.html)

 

Estas foram as primeiras fotos que tirei à minha filha. Não foram as primeiras fotos dela, não. Essas não as tenho porque não mas dão. Também não há problema, porque gravei tudo, tudinho na minha cabeça. A foto escura foi tirada no quarto, horas depois de ter nascido. Estávamos as duas sozinhas, já toda a gente tinha ido embora e eu pude ficar a olhá-la com todo o amor. A outra fotografia foi no dia seguinte. Dá para ver o quanto mudou e cresceu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

Para mim, hoje a minha vida é antes e depois da minha filha. E depois da minha filha tudo mudou. Vivo por e para ela. Considero um privilégio ser eu a mãe dela. Eu é que estou sempre com ela. É no meu colo que ela acalma. É a mim que os seus olhinhos procuram. Ela já viveu dentro de mim. Há maior privilégio do que esse?

 

 

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publicado às 09:50


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