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Estou a aproximar-me das 20 semanas de gravidez. Conheço uma pessoa que está mais ou menos do mesmo tempo que eu. Ontem, no facebook, ela falou que o bebé dele mexia muito. Muito mais do que na gravidez anterior.

Perante isto, comecei logo a ficar cheia de minhoquinhas na cabeça.

 

Há umas semanas atrás, ouvi falar do Doppler Fetal. Resumidamente, este aparelho permite-nos ouvir o coraçãozinho do nosso bebé no conforto da nossa casa, sempre que quisermos. A minha cunhada, que é enfermeira especialista em saúde materno-infantil, desaconselhou-me que comprasse o aparelho. Disse que todos os dias mulheres vão às urgências com ataques de pânico, aflitíssimas, porque não ouviam o coração através do aparelho. Muitas vezes, não dá para ouvir com o Doppler. Tentei esquecer o assunto e levar a gravidez com a normalidade possível.

 

Depois, esta pessoa fala-me que o bebé dela mexe imenso e a minha não. Perguntei ao meu marido o que ele achava e ele culpou-me por ter dado ouvidos à irmã dele e não ter comprado o Doppler. Fui logo à Internet pesquisar o que seria 'normal'.

 

Então, tudo é normal pelo que pude perceber. Aquela pessoa sente mais facilmente o seu bebé porque já é o segundo. Os músculos abdominais já não estão tão fortalecidos, devido à anterior gravidez, ao contrário dos meus. Mais, as grávida de segunda viagem já sabem identificar melhor os movimentos do bebé.

 

Portanto, daqui a uma semana, já estarei com o meu médico e vou confirmar tudo. Vou tentar não stressar até lá e esperar que possa sentir alguma coisa. Também, com tanta cólica que eu sinto todos os dias é normal que as festinhas que a minha menina me faz me passem imperceptíveis...

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publicado às 22:20

Na sexta-feira, fui à tão esperada primeira consulta. A minha mãe acompanhou-me, pois o marido ainda está a trabalhar longe de casa.

 

Conversei um bocadinho com a médica. Estava lá a enfermeira do costume e mais uma menina, que não sei o que fazia lá. Too many people.

 

Ficou surpreendida por não ter continuado com o ácido fólico, mas foi ela que não me disse nada.

A médica é bastante jovem. Se, por um lado, me agrada a forma como fala comigo, explica-me tudo, por outro, tenho medo que cientificamente lhe falte qualquer coisa. Para agravar a situação, a doutora está grávida, logo muito é inevitável que não me acompanhe até ao final da gravidez...

 

Depois da conversa, recolhemos uma amostra de urina e quis fazer um teste de Papanicolau porque já não fazia há um ano. Foi mais doloroso do que o habitual e saiu bastante sangue.

 

Passámos depois à ecografia... Disse que estava tudo bem, tendo em conta a fase em que nos encontramos. Consegui ver o coraçãozinho e os batimentos cardíacos. Era tudo muito pequenino. Não me emocionei muito, mas caiu uma lágrima pelo canto do olho. Eu tentei controlar as minhas emoções perante o pessoal clínico, mas pelos vistos não controlei nada.

 

Pronto, agora tenho que fazer análises ao sangue, ir conversar com ela às 10 semanas e depois fazer outra ecografia, logo a seguir.

 

Receios:

- a gravidez/inexperiência da médica;

- a minha idade. Fiz 35 anos em Agosto;

- o que a próxima ecografia possa revelar (eventuais malformações);

- a precocidade da minha gravidez e possível interrupção

 

As fotografias:

 

 

 

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publicado às 23:26

Bem sei que a gravidez é muito precoce e tudo ainda pode acontecer, mas podemos falar do assunto, ou não? O meu marido, nesta altura, diz que já está farto de me ouvir, que não tenho outro assunto e que não aguenta mais.

 

O meu marido sempre quis ter filhos. Aliás, o sonho dele é ter 20 filhos, espalhar a sua semente pelo mundo. Por outro lado, eu nunca tive dessas ambições. Acho que um filho está bem. Talvez dois, se a experiência for muito boa.

 

Quando resolvi parar de tomar a pílula, embarcámos nesta viagem, deixando Deus decidir o seu rumo. Nunca houve ansiedade, até porque, mesmo que não engravidasse, estava tudo bem (?).

 

Temos uma situação financeira bastante confortável, apesar de instável. Nada que não impeça trazer um filho ao mundo.

 

Agora, sempre que quero partilhar alguma ansiedade ou mesmo novidade com o meu marido, diz que não quer ouvir porque ainda é prematuro e que só se vai preocupar quando chegarmos aos 3 meses.

 

Eu posso tentar compreender a sua reacção porque uma das nossas amigas mais próximas teve 2 gravidezes que não evoluíram. E havia expectativas, e nomes, e planos, e depois foi tudo por água abaixo. Como acompanhámos de perto essa experiência tão traumática, acho que se está a tentar proteger. Mas, então, e eu? Devo fazer o mesmo? Como é que uma mãe se protege? Como é que me abstraio do bebé que o teste de gravidez diz que eu tenho na barriga? Já não consigo!

 

Da minha parte, não comprei nada, não vou comprar nada, não penso em meninos ou meninas, não penso no quarto do bebé e faço os possíveis para não pensar no parto. Esta parte ainda não consigo controlar, por mais que tente. :D

 

Ouvi dizer uma vez que os homens só se sentem pais quando vêem a criança. Não sei se vou aguentar a indiferença até lá. Para já, o que o meu marido pensa é nas noites em que não vai poder sair, os carros que não vai poder comprar, as viagens que não vai poder fazer. Sendo muito honesta, também penso nisso, mas há algo superior - um filho.

 

Nós somos absolutamente loucos pelos nossos gatos. Creio que com um filho será incomparavelmente melhor. Eu já sei isso. Será que um homem precisa de 9 meses para perceber isso?

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publicado às 00:45

Sobre a mãe

09.09.13

 

Tenho 35 anos acabados de fazer e acabei de descobrir que estou grávida.

 

Sempre quis ser mãe, mas também sempre tive pânico da gravidez e do parto. Quando digo pânico é pânico mesmo. Quando vejo grávidas, fico cheia de pena delas. Acho que estão num enorme sofrimento, com a agravante de estarem gordas, inchadas e desconfortáveis. O parto, para mim, é de uma violência atroz. Ninguém merece ser literalmente esventrado para poder ter um filho.

 

(Eu avisei que tinha pânico. Por favor, não se assustem com o que eu escrevo. Na verdade, é mesmo isso que se passa na minha cabeça. E pior... Por isso, já podem avaliar o que sinto.)

 

Passei a minha vida adulta toda a adiar esta decisão. Até que cheguei aos 34 e toda a gente me avisava que podia já não haver muita corda para esticar, que quando efectivamente quisesse ter um filho, podia não conseguir.

 

Avancei para uma gravidez planeada em Março de 2013. Fiz análises, ecografias, um suplemento de ácido fólico e parei com a pílula em Abril. Estava tudo bem fisicamente. Com a minha cabeça é que não. Apesar de querer engravidar, secretamente não queria. Não porque não quisesse ter um filho, mas porque tenho MEDO.

 

Pronto, agora não há nada a fazer. "Isto" vai crescer, crescer, crescer, e um bebé vai ter que sair de dentro de mim. É isto que me assusta. Sei que é uma coisa menor, que há coisas bem mais importantes para me preocupar, mas neste momento ainda não consigo controlar a minha cabecinha.

 

Não sei se é normal ou não, mas ainda não sinto nada de especial, a não ser os sintomas físicos. Portanto, ainda não me sinto mãe, nem aquela ligação. Deve ser normal, não? Tendo em conta que deve ser uma gravidez de 4-6 semanas. Aliás, muitas gravidezes nem evoluem nesta altura e a minha médica diz que é normal.

 

Em princípio, na sexta-feira vou à clínica fazer a primeira ecografia e ver como está este bichinho. :)

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publicado às 16:55


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