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E, às 9 (quase 10) semanas de gravidez, eis que ainda não fui invadida por aquela sensação de amor inexplicável.

 

Sei que isto pode parecer horrível aos olhos de muitas mulheres, mas é a mais pura das verdades. Eu sempre me senti uma pessoa bastante maternal e protectora, mas apenas com a minha família, amigos e animais. Sou imensamente preocupada, atenta e solto as minhas garras de leoa para os proteger.

 

Conheço muitas mulheres que, assim que sabem que estão grávidas, começam logo a chamar de filho, dar nomes, fazer projectos... e eu não sinto nada disso. Neste momento, sinto imenso as transformações físicas que estão a ocorrer comigo, mas esse amor e ansiedade por conhecer a criança ainda não chegaram.

 

O que eu sinto desde o primeiro dia é uma necessidade enorme de me proteger para não fazer mal ao bebé (ou projecto de bebé). Tenho imenso cuidado com o que como e quando como. Procuro não fazer esforços abdominais ao espirrar ou tossir, sentar-me ou levantar-me, usar roupas apertadas. Não consigo não deixar de pensar nisso. Ainda nem voltei ao ginásio porque tenho medo que possa fazer mal ao bebé.

 

Porém, todas estas preocupações não me fazem propriamente sentir mãe de ninguém. Acho que protejo tanto esta criança que cresce dentro de mim, como protegeria qualquer outra criança ou ser humano que dependesse de mim desta forma. Não há nada de especial por ser meu. E acho que deveria sentir mais qualquer coisita, não?

 

Li um artigo que dizia que por algum motivo o período de gestação são os 9 meses. A mulher precisa, efectivamente, desse período de tempo para criar vínculos com o bebé. Há mesmo o perigo de, em casos de nascimento prematuro, esse vínculo ainda não estar estabelecido. Será que vai ser esse o meu caso? Tenho que aguardar os 9 meses?

 

Este é um dos meus maiores receios, não conseguir amar o meu bebé da forma que ele merece. Vejo todas as grávidas tão entusiasmadas, felizes, excitadas com a chegada de um novo membro, um bebé só delas, e eu só ainda consigo pensar no que vou engordar, estrias e partos dolorosos.

 

Se eu amo tanto os meus gatos, não serei eu capaz de amar o bebé que cresce todos os dias dentro de mim?

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publicado às 11:16


2 comentários

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De Mãe-Me-Quer a 11.10.2013 às 12:22

Claro que sim! Todas as pessoas são diferentes. Muitas vezes esse amor chega quando eles nascem. Mas esse sentimento de protecção já é amor! Depois deles nascerem é que vem o derradeiro, aquele que até nos faz chorar, aquele amor que muitas vezes nem sabemos como lidar com ele por ser tão avassalador. Não pense nisso, o amor chegará. Sei que isto ainda lhe vai parece estranho e por vezes até parece impossível e achamos que enfim, é um exagero e tal, mas garanto-lhe nunca amou ninguém assim! Contudo e como deve ter ficado na dúvida, falamos disso daqui a uns 8 meses! Beijinho
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De por Mara Moura Sampaio a 11.10.2013 às 12:45

Muito obrigada pelas palavras. :)
Quando estas dúvidas me assolam, fico muito preocupada. Só quero ser uma boa mãe. :)

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