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Hoje foi o 3º dia da Maria Victória na creche. Não correu bem e sinto-me muito angustiada.

Na segunda-feira, levei-a às 10:15 e fui buscá-la às 11:15. Quando chegámos até mostrou entusiasmo, mas rapidamente foi para dentro. No tempo em que me mantive a falar com a educadora, não a ouvi a chorar ou mostrar desagrado com nada. Vim embora sossegada. Às 11:15 em ponto estava a tocar à porta, ansiosa para ver como tinha sido o primeiro dia. Ouvi-a a reclamar por vir embora. Lavaram-lhe a carinha e puseram um pouco de creme, como fazem sempre. Vinha com o narizinho avermelhado, mas pensei que fosse por lhe lavarem a cara. Quando me viu ficou felicíssima. Uns metros mais abaixo, moram os avós e deixei a princesa lá. Não ficou particularmente feliz por me ter vindo embora e ficou a choramingar. Entretanto, passa logo.

Na terça-feira, ontem, chegámos na mesma às 10:15, mas já só fui buscá-la ao meio-dia. O plano era ver se ela tinha vontade de almoçar com os restantes meninos. Quando cheguei ouvi-a logo a chorar. A educadora explicou-me que ela só tinha começado a chorar naquele momento e que aparentava ter sono. Enquanto conversei com a educadora, a Maria Victória brincou com os cavalinhos e escorregas, sem problemas. Foi-me dito que esteve sempre a brincar, que quis participar espontaneamente na actividade de pintura que os outros meninos estavam a fazer. Depois, almoçou e comeu muito bem. A educadora estava mesmo animada. O pior foi que fui levá-la novamente aos avós, disse que tinha sonito, mas estava mesmo perturbada. Não sei se foi com a creche, se foi com o facto de eu a ter "abandonado" duas vezes na mesma manhã. Não quis sair do colo e teve alguma dificuldade em adormecer. Quando a fui buscar, não me largou mais. Mesmo durante a noite, acordou várias vezes e só queria estar ao meu colo. Não sei se é coincidência, mas ela estava com o narizito um pouco entupido e pode ter tido necessidade de estar mais na vertical.

Hoje, no 3º dia, apesar de estar na dúvida se devia levá-la à creche ou não, decidi levá-la. Ela acordou muito bem disposta, como sempre. Tentei limpar-lhe o nariz com soro, mas não me deixou. Entrou bem-disposta para a creche e hoje íamos testar a sesta depois do almoço. Ao meio-dia, ligam-me da creche a dizer que ela comeu apenas duas ou três colheres de sopa e não quis comer a massinha. Estava a chorar. Os avós foram logo lá buscá-la e veio de lá a soluçar. Também teve dificuldade em adormecer e estava muito assustada. Agora, durante a tarde, está normal.

Não sei o que fazer depois disto. A vontade que eu tenho é que não volte, mas tenho medo que fique ainda pior com o avançar da idade. Também não sei se ela reage assim por estar mais adoentada e fica mais sensível. Não sei o que fazer.

 

 

 

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publicado às 13:33

17 meses

23.09.15
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No dia 17, a princesa fez 17 meses. Adorava ter escrito qualquer coisa para assinalar a data. Não tive tempo. Ou vinha para aqui escrever ou aproveitava o pouco tempo com ela. Não havia dúvidas e fiquei só com ela. Tenho sempre a sensação de que não posso desperdiçar um minuto que seja. Por muito que até me apeteça fazer outras coisas, sinto uma necessidade enorme de estar com ela. Li algures que, tecnicamente, os bebés são bebés até aos 24 meses. A partir dessa altura são crianças. Ela está com 17 meses e a maior parte do tempo eu já vejo a criança e não o bebé. Sinto-a bebé quando se agarra ao meu pescoço, quando adormece no meu colo, como quando tinha dias, quando se refugia em mim para conforto. É certo que será sempre o meu bebé, mesmo que tenha 30 anos, mas o meu bebé está a crescer. E tenho saudades da versão mais pequenina da minha menina, ao mesmo tempo que adoro estar a vê-la crescer a cada dia. Só espero que Deus me permita continuar a sentir saudades do meu bebé, enquanto me delicio com cada palavra e gestos novos.

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publicado às 00:15

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Linda à saída e já sem o ganchinho.

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Em FaceTime com o Papá.


Hoje, foi o primeiro dia de creche da Matia Victória. Aliás, hora. A manhã foi um bocado confusa, pois não faz parte das minhas rotinas preparar mãe e filha logo cedo, enquanto se responde a mails.

Pouco depois das 10, fui levar miss Mia à creche. Pensei que pudesse tirar-lhe uma fotografia à chegada, que me pudesse despedir convenientemente dela. Nada disso aconteceu. Ela começou a brincar com um cavalinho logo à entrada e uma funcionária aproveitou e levou-a para dentro. Fiquei cá fora a falar com a educadora. Nesse tempo que me mantive dentro do espaço, não a ouvi a chorar, o que acontece sempre que a tentam levar para longe de mim. Combinei passar para a buscar às 11:15 e saí de lá a chorar.

Às 11:14 já estava a tocar à campainha. Pedi para irem buscar a Mia e começo a ouvir um choro de reclamação. Não queria vir embora. Claro que isso passou assim que me viu. A educadora disse que ela comeu um bocadinho de pão, mas sentou-se para o fazer, não quis comer de pé. Brincou muito e circulou pelas salas. Nos próximos dias, começam algumas regras. Amanhã, já fica até um pouco mais tarde para ver se se interessa pelo almoço dos outros meninos. 

Só lhe consegui tirar uma foto no carro e até falámos com o papá via FaceTime. É o possível, já que não pôde estar presente no primeiro dia de creche.

Depois, fui levá-la aos avós e aí já choramingou um pouco porque queria ir comigo para casa. E eu também. Estou ansiosa pelo fim do dia para estar com ela outra vez. 

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publicado às 16:24

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O meu bebé grande foi embora há 4 dias. Ainda não consegui falar sobre ele, mas preciso de o fazer, apesar ser impossível homenageá-lo como ele merece.

O meu bebé chegou às nossas vidas há 11 anos. Ainda cá estavam todos, nessa altura. Este menino foi comprado e prometo que não volto a comprar um animal. Mas não me arrependo porque foi a melhor compra de sempre. Devolveu a alegria à casa, que estava muito triste pela doença do meu avô. Este bichinho, quase humano, contagiava toda a gente com a sua energia. Apoderou-se e destruiu o cadeirão mais confortável da casa, escolhia o colo que queria sem pedir licença e todos lhe permitiam tudo porque ele era simplesmente adorável. Era um membro da família. É família. 

Era a sombra da minha mãe. Seguia-a literalmente para todo o lado. E é a ela a quem mais custa a sua ausência. É ela que vê o lugar dele vazio, que não sente o seu arfar atrás dela. Já não lhe prepara o franguinho cozinho, já não lhe limpa os olhos todas as manhãs...

Foi um cão feliz e fez-nos muito feliz.

As lágrimas caem e a saudade aperta. Fica-me o consolo de ter passado o último mês inteirinho com ele, da minha filhota o ter conhecido e de ele, pacientemente, ter aturado todas as suas brincadeiras. Para ela, não era Bóris. É o Bóbi, igual ao peluche que ela tem no quarto. Que bom que teria sido que ela crescer ao seu lado...

 

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publicado às 12:33

O meu cabelo tem vida própria. Quando tinha o cabelo muito comprido, era um castigo para o pentear. Bastava encostar-me um pouco na almofada e ficava com rastas. Nem imaginam como acordava! Perdia milhares de cabelos a tentar penteá-lo. Só com doses massivas de amaciador conseguia suavizá-lo um pouco. 

A forma que eu arranjei de pentear o meu cabelo sem me descabelar toda foi com a Tangle Teezer. Comprei-a ainda grávida quando a vi numa farmácia. Sou um bocado impulsiva e comprei apenas porque achei a escova gira e pequenina e cabia facilmente na carteira. Adorei! Não magoa, não arranca cabelo, só me fazia falta um cabo.

A minha filhota herdou o meu cabelo. O dela ainda é encaracolado, mas temo que ficará como o meu: nem peixe, nem carne, assim um frisado esquisito. O dela é lindo, mas também fica logo cheio de nós. Pentear-lhe o cabelo é complicado. Experimentei a Tangle Teezer nela e é fantástico. Consigo pentear-lhe o cabelinho, sem a magoar, e ela até adora brinca com a escova.

 

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publicado às 11:49

Há uns dias chegou-me a informação que uma pessoa tinha dito que não queria ser como eu, que só vivia para a minha filha. Nunca me senti ofendida, até porque também me comparou com outra mãe que muito admiro.

Para pôr os pontos nos is, começo por dizer que a minha primeira prioridade na vida é a minha filha. E é-o desde o momento que soube que estava dentro da minha barriga. O sentimento de importância que ela tem na minha vida tem vindo a crescer exponencialmente: quando a comecei a sentir os seus movimentos, quando a barriga se tornou maior, quando nasceu, quando a acalmei junto ao meu peito, quando mamou, quando me apertou a mão, quando sorriu, quando, quando... o amor é maior do que ontem e os laços estreitam-se a cada segundo que passa. Qualquer mãe me entenderá. Quem não o é, poderá ter dificuldades em perceber isto. 

É que isto de eu colocar a minha filha em primeiro lugar, não me impede de fazer outras coisas. Faço-as é menos. Dá para ver pelo número de posts no blog, que reduziu dramaticamente. 

Eu sempre disse que entendia o que era ser mãe, porque era filha. A minha relação com a minha mãe é muito umbilical, e só reproduzo o que me foi ensinado. Eu escolhi ser mãe aos 35 anos porque já sabia que, a partir do momento que fosse mãe, tudo o resto poderia parar e ainda não estava preparada para largar o que tinha. A verdade é que hoje me arrependo de não ter sido mãe antes. Eu achava que estava ocupada a fazer coisas muito importantes, mas andei foi entretida, a perder tempo. Adiei a maternidade por nada!

Para aquelas meninas de trintas que me criticam por estar dedicada à minha família, pensem bem em quem andará mais feliz. Eu ou vocês? É que eu tenho o sono interrompido todas as noites desde há 2 anos, não saio para beber, não voltei a ir à discoteca, nunca mais consegui acabar um livro ou mesmo uma revista, não vejo TV em directo, vou ao cabeleireiro e à esteticista quando posso e ainda não consegui ir para o ginásio. Estou cansada, mas estou muito feliz. Na presença da minha filha, estou sempre a sorrir (sim, mesmo quando me acorda durante a noite!), já perdi todo o peso da gravidez graças à minha filhota, não leio nem vejo TV, mas aprendo todos os dias a ser uma pessoa melhor com a minha filha, e não sinto saudades nenhuma da noite. 

Há muitos motivos que podem levar uma mulher a não querer ter filhos (homem errado, carreira, egoísmo, falta de instinto maternal...). Está tudo muito bem! Agora, não critiquem quem está no ninho com a sua cria e é muito feliz. É muito feio.  

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publicado às 17:34


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