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Liebster Award

31.08.14

 

A querida Cristina do My Space by Cristina desafiou-me a responder a este questionário. Acho uma óptima ideia, pois vai permitir conhecermo-nos um pouco melhor. Obrigada, Cristina! Espero que gostem!

 

1) O que te levou a criar o blog?

Eu criei este blog há quase um ano, no dia em que fiz um teste de gravidez que deu positivo. Apesar de ser uma gravidez planeada, fiquei em pânico com o resultado e precisei de escrever sobre o assunto. Nesse dia, nasceu este blog.

 

2) O teu blog revela a tua verdadeira personalidade ou é a pessoa que não consegues ser offline?

O meu blog reflecte autenticamente o que eu sou e o que eu penso. Como o blog foi anónimo durante algum tempo, isso permitiu-me falar livremente sobre todas as emoções que ia sentindo ao longo da gravidez. E é essa honestidade que quem me lê espera de mim. Por isso, sim, revela a minha verdadeira personalidade.

 

3) Define o teu blog num parágrafo.

O meu blog é uma espécie de diário de gravidez e de maternidade e de feminilidade.

 

4) O teu lema de vida qual é?

Não tenho um lema de vida. Creio que todos lutamos pela nossa felicidade e é isso que faço diariamente.

 

5) Quais são os teus planos para o futuro?

Tenho algumas, mas pequenas, ambições. A principal é ser feliz e que a minha filha seja feliz. Isso já inclui muita coisa, não é?

 

6) Qual a tua profissão?

Sou supervisora de uma equipa de tradutores e revisores de texto numa empresa multinacional.


7) Qual o teu blogue favorito?

O meu blog favorito é o meu, perdoem-me a imodéstia. É o meu bebé e fala muito do meu bebé. Depois, leio uma série de outros blogs sobre temas que me interessam muito, como a maternidade, lifstyle, moda, tendências, compras...

 

8) Qual a tua viagem de sonho?

Não consigo apontar apenas um destino, porque há vários que me apaixonam. Não fosse o meu medo de voar e acho que iria passar a vida a conhecer outros lugares. Sou mais do tipo urbano, apesar de vir do campo, e adorava conhecer toda a Europa. Não gosto de fazer viagens a correr. É preciso tempo para conhecer o local, a sua gastronomia, cultura e pessoas. Sem pressas.

 

9) Se tivesses que escolher uma única coisa para levares para um refugio, o que seria?

O meu iPhone com ligação à Internet. Podia falar com as minhas pessoas, ler, saber notícias. E podia desligá-lo sempre que quisesse.

 

10) O que anda sempre contigo na mala?

iPhone, chaves, dinheiro.

 

11) Qual o teu maior sonho?

Ser feliz.

 

As pessoas que desafio estão ao comando dos seguintes blogs:

 

My Miracle Baby L

For girls

Mamã, a babada

hoje para jantar temos

LoveLab

A Menina da Mamã

 

Desafio as meninas dos blogues supra referidos a responder às mesmas questões.

1) O que te levou a criar o blog?
2) O teu blog revela a tua verdadeira personalidade ou é a pessoa que não consegues ser offline?
3) Define o teu blog num parágrafo.
4) O teu lema de vida qual é?
5) Quais são os teus planos para o futuro?
6) Qual a tua profissão?
7) Qual o teu blogue favorito?
8) Qual a tua viagem de sonho?
9) Se tivesses que escolher uma única coisa para levares para um refugio, o que seria?
10) O que anda sempre contigo na mala?
11) Qual o teu maior sonho?
 
Regras:
– Colocar a imagem do Liebster Award no blog
– Responder às 11 questões colocadas pelo blog que a nomeou
– Nomear 4 a 11 bloggers (não vale repetir quem nos nomeou)
– Avisar quem nos nomeou que o desafio foi aceite para a pessoa ver as respostas

 

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publicado às 12:05

Esta semana fomos ao centro de saúde para a Mia tomar as vacinas dos 4 meses. Já não sabia se tomava também a Rotateq ou a Prevenar. Na dúvida, levei as duas.O Centro de Saúde parecia uma feira. Estava apinhado de gente. Mantenho-me sempre da parte de fora, com o ovinho tapado para evitar que a Mia respire aquele ar. Atendeu-nos uma enfermeira nova que eu ainda não conhecia e que não conhecia a Mia. Perguntou-me se eu esterilizava os biberões. Devo ter ar de porca, só pode... A vacina que tinha que tomar agora era a Rotateq. Da primeira dose, quem lha deu fui eu. Dei com muito cuidado para que não deitasse nada fora. Nem uma gotinha saiu. Agora, deu a enfermeira e foi tudo para fora. Pediu-me a chupeta para empurar a baba e vacina. Eu ando sempre com chupetas atrás, mas a Mia não gosta muito. Enfim, acho que esta dose foi para o tecto. E agora? De quem é a responsabilidade? Depois, deu a vacina injectável dos 4 meses e a minha menina não chorou. Portou-se muito bem e eu fiquei bem mais aliviada.

Está a crescer muito bem e, por esse motivo, só deverá começar com as papas lácteas sem glúten aos 6 meses. Também não tenho pressa nenhuma em introduzir as papas. Dos 3 médicos que seguem a Mia, todos são apologistas das papas aos 6 meses, mas sei que há "correntes" divergentes.

Depois, fomos ao médico de família. Gosto imenso dele, é super prestável, muito disponível e verdadeiramente preocupado com toda a família. Mas depois pergunta-me se agora os bebés andam nessas coisas. Estava a referir-se ao ovo. Confirmei que sim e disse que os recém-nascidos não podem sair do hospital sem ser no ovo. Essa foi a informação que me deram, mas ele não a conhecia. E lá ficámos a discutir as liberdades de um pai querer sair com o seu filho colo da maternidade ou hospital. O ovo é o modo mais seguro de transportar um bebé de carro, mas e se eu não tiver carro? E se eu morar ao lado do hospital?

No dia seguinte às vacinas a Mia ficou um bocadinho indisposta, vomitou um pouquinho de leite, mas nada de especial. Ficou um pouquinho vermelha na zona da picada, mas não apliquei nada porque não lhe doía. Não notei que tivesse febre, nem outros incómodos. Tudo bem! :)

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publicado às 16:13

Acho esta coisa dos banhos públicos uma autêntica palhaçada, a partir do momento em que deixou a esfera dos famosos e passou para os cidadãos comuns. Se os famosos o fizeram para alertar para uma causa, os anónimos já o estão a fazer a troco de jantares. E sempre ganham um bocadinho de protagonismo nas redes sociais. Já vi 2 ou 3 vídeos de banhos públicos de amigos, mas não vi ninguém falar da causa, da doença ou a fazer algum donativo.

 

Há 2 dias atrás, o meu marido foi desafiado e ainda não fez o seu banho público. Espero sinceramente que não o faça. Se quer ajudar, que ajude, fazendo um donativo. Antes que esta bola de neve chegue até mim, faço já a minha pequena contribuição. Não é nada de especial, mas é alguma coisa. Também não vou nomear ninguém porque cada um só dá se puder e se quiser.

 

Deixo-vos aqui o comprovativo da minha transferência, com os dados bancários da Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica. Como vêem, não é nada, mas muitos nadas destes já poderão ajudar alguém com uma das doenças mais terríveis que há.

 

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publicado às 17:53

A personagem criada pela japonesa Yuko Shimizu que todos achavam ser uma gatinha, afinal não é. Tem orelhas, tem bigode, tem o nome (kitty quer dizer gatinho(a) em inglês), mas não é um felino fofinho, não. É o quê, então? Pois, diz que é uma menina britânica e do signo de escorpião.

 

Quem descobriu esta novidade foi Christine R. Yano, antropóloga da Universidade do Havai, que estuda há muitos anos o fenómeno Hello Kitty, quando organizava uma exposição comemorativa dos 40 anos da Hello Kitty, no Japanese American National Museum, nos EUA. Como é óbvio, ia-se referindo a Hello Kitty como uma gata, mas a Sanrio (empresa que detém a Hello Kitty), depressa esclareceu que é uma menina, uma amiga. Ela anda e senta-se como uma criatura de duas pernas e nunca niguém a viu de quatro, como os gatos. O nome completo da "menina" é Kitty White, filha de George e de Mary White. Gosta de tarte de maçã, tem uma irmã gémea e mora nos arredores de Londres. Ironicamente, a Hello Kitty possui um gato de estimação, chamado Charmmy Kitty.

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publicado às 17:20

Em parceria com o Kioske das Artes, estamos a sortear 1 fralda de bebé pintada ao seu gosto.

Na imagem é possível ver o tipo de fralda que pode ser sua.


Para participarem só têm de seguir estes passos:
- Like na página do facebook Kioske das Artes
- Like na página do facebook Teste Positivo
- Partilhar esta foto publicamente no facebook

Podem participar as vezes que quiserem!

O sorteio termina no dia 5 de Setembro, às 23:59.

 

 

O vencedor será apurado através de random.org

Boa sorte a todos!

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publicado às 18:53

Aos 4 mesinhos, a minha menina é uma verdadeira palradora. Agora passa o dia a falar. De há uns tempos0 para cá parece que está mesmo a falar e a estabelecer um diálogo. Se antes fazia sons isolados, monossilábicos, que nós repetíamos, agora fica ali a falar connosco. Devido ao meu trabalho, preciso de fazer várias chamadas em conferência. Antes, ela estava mais sossegada e lá soltava um som de vez em quando. Agora, tenho que planear bem as minhas chamadas. Como ouve vozes, deve pensar que estamos a falar com ela e ela responde. E levanta a voz. Mesmo quando boceja, é um motivo para fazer sons e boceja demoradamente e em voz alta. Do outro lado, há gargalhadas e compreensão, claro. Eu já ouvi outros bebés do lado de lá e é sempre muito engraçado.
Pronto, não há dúvida de que é uma menina e sai a mim: não se cala!

 

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publicado às 15:58

 

A todos os interessados em adquirir este fantástico livro, podem fazê-lo nos seguintes locais:

 

NO BRASIL:
- Livraria Cultura:
http://pesquisa.livrariacultura.com.br/busca.php?q=livro+seja+uma+gordinha+elegante


- Livraria Martins Fontes Paulista:
http://www.martinsfontespaulista.com.br/ch/bus/0/0/Disponibilidade/Decrescente/20/1/U0VKQS1VTUEtR09SRElOSEEtRUxFR0FOVEU=.aspx?PBP=U0VKQS1VTUEtR09SRElOSEEtRUxFR0FOVEU%3D

 

EM PORTUGAL:
- FNAC:
http://pesquisa.fnac.pt/Search/SearchResult.aspx?SCat=0%211&Search=seja+uma+gordinha+elegante&sft=1


- WOOK:
http://www.wook.pt/product/facets?palavras=seja+uma+gordinha+elegante


- Bertrand Livreiros:
http://www.bertrand.pt/ficha/Seja%20uma%20Gordinha%20Elegante?id=15294387


- Chiado Editora:
http://www.chiadoeditora.com/index.php?page=shop.product_details&flypage=flypage.tpl&product_id=1529&category_id=11&option=com_virtuemart&Itemid=171&vmcchk=1&Itemid=171

 

O vencedor deste exemplar, gentilmente oferecido e autografado pela sua autora, Pamella Medaglia Nunes dos Santos, é a Tendinha da Kika. Por favor, entre em contacto comigo.

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publicado às 19:10

As outras mães

23.08.14

Como vivo numa cidade pequena, facilmente encontro as mesmas pessoas nos locais que frequento. Há um casal, com um bebé pouco mais velho do que a Mia, que vai os mesmos restaurantes. De todas as vezes, vejo o pai a trazer o carrinho e a posicioná-lo ao seu lado. "Conduzir" o carrinho do bebé é uma coisa que, habitualmente, os homens gostam de fazer. É, mais ou menos, como ter o poder sobre o comando da televisão. Ou a ilusão de que têm esse poder. Ora, o que não é tão habitual é ver o homem ficar com o bebé ao seu lado e prestar-lhe todo o tipo de assistência durante o jantar, enquanto a mãe janta calmamente. Não é habitual, nem é errado. Provavelmente, a mãe já fica com o bebé durante todo o dia e noite, e esta é uma forma de poder relaxar um pouco. O pai pode ser um pai do tipo mãe (também conheço muito poucos) e fazer questão de cuidar do seu filhote, tal como a mãe. Só não acho habitual. De todas as vezes que os encontrei, o bebé chorava sempre. Das outras vezes, levava a Mia comigo e nem prestava muita atenção porque tinha com quem me ocupar. Hoje, a Mia não foi e tive a oportunidade de observar tudo com calma. Sentaram-se mesmo ao nosso lado. Novamente, o pai ficou com o bebé e a mãe do lado oposto da mesa. O bebé chorou a noite toda. O pai ia abanando o ovo na tentativa de sossegar o bebé. Nada. O bebé estava desesperado. A mãe comia a sua refeição, falava ao telefone, não se mexeu do lugar. As outras pessoas do restaurante já olhavam para lá porque o choro do bebé simplesmente não terminava. Eu evitava olhar porque não queria constranger os pais. Não bastava terem o filho naquele estado e ainda levarem com os olhares de estranhos. O que me apetecia fazer era levantar-me, pegar naquele bebé ao colo e tentar sossegá-lo. Acho que de todas as vezes que fui jantar fora com a Mia houve sempre um ou outro momento em que tive que segurar nela ao colo e lá ia comendo só com uma mão. Os restaurantes têm muito barulho, muita gente e é natural que os bichinhos não consigam descansar. Aquele menino não estava bem. Por fim, uma hora depois de terem chegado, a mãe levanta-se e troca de lugar com o pai, pega no seu filho ao colo e (surpresa!!!) o bebé sossegou e até sorriu. O bebé só queria a mamã e ela negou-lhe isso aquele tempo todo. Eu não gosto de julgar as outras mães porque elas é que conhecem os seus filhos e sabem como se sentem e os querem educar, mas o meu instinto de mãe só me dizia que devia ir pegar aquele bebé no colo. Não quero saber se se vão habituar ao colo ou não, se vão ficar mimados ou não. Para mim, um bebé não deve chorar. Se chora é porque está mal e, se está mal, não pode estar. Há muito tempo, quando forem mais crescidos e realmente perceberem as coisas, para os educarmos. Não querendo criticar, mas já criticando, a atitude passiva daquela mãe chocou-me. Primeiro, porque se procurava ter uma noite relaxada não conseguiu. Nem ela nem ninguém. Segundo, e mais importante, ela não esteve à altura das necessidades do seu bebé. Eu sei que sou uma exagerada, mas não consigo ser de outra forma. A minha filha suspira e eu estou logo em cima dela. Sou uma mãe ansiosa, mas tenho uma bebé muito calma. E, vocês, como são? Identificam-se com a mãe do restaurante?

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publicado às 01:24

Eu faltei a muitas aulas de preparação para o parto. Fui com muito entusiasmo, mas depois achei que havia algum fundamentalismo relativamente a alguns tópicos. Não gosto disso. Como eu trabalhei sempre muito até ao fim, chegava ao fim do dia sem grande vontade de ir ouvir muita coisa que eu já sabia. Então, ficava a descansar no sofá. Claro que isso fez com que eu não aprendesse muitas coisas que eu não sabia. Um dos vários tópicos que eu perdi foi o da amamentação.

 

Para mim era, garantido que eu ia amamentar. Fui amamentada até aos 22 meses e só tinha boas referências da amamentação. Sempre pensei que fosse uma coisa absolutamente natural. O leite saía, o bebé mamava, eu ficava magra e o bebé crescia forte e saudável. Sempre achei que amamentar ou não amamentar era uma questão de escolha. Umas, mulheres más e egoístas que não queriam estragar o peito e preferiam manter a sua independência, escolhiam dar leite adaptado. As outras, mulheres decentes que amam os seus filhos, amamentavam.

 

Quando a minha filha nasceu, às 36 semanas, de parto provocado por um médico incompetente numa consulta de rotina, foi imediatamente colocada no meu peito, para aquecer e para mamar. A pobrezinha não mamou porque não saía nada e deram-lhe um leitinho num copinho. E eu continuava sem leite e ao longo dessa noite, veio a enfermeira com o leitinho no biberão. No dia seguinte, o leite não desceu, nem subiu, nem sinais dele. Puseram-me numa bomba de extração e nada. E todos me diziam que não havia qualquer problema, que o que não tinha remédio remediado estava, que o leitinho adpatado era muito bom, etc., etc.

 

4 dias depois da minha filha nascer, acordei com o pijama todo molhado. Tinha leite! Tratei de a pôr na mama, mas ela não queria. Chorava muito porque queria comer comidinha em abundância. Era muito sôfrega a mamar e na minha maminha não conseguia retirar nada. Arranjaram-me uma bomba e mamilos de silicone. Os últimos nunca resultaram. Passei a retirar o meu leite com a bomba e dava tudo o que podia à minha filha. Passava o dia naquilo e anotava tudo. Só mesmo quando nao tinha é que dava leite adaptado. Ia pondo na maminha, mas o desespero dela pelo biberão não me deixava insistir. Não conseguia vê-la a chorar com fome.

 

Se, no início, dava apenas 1 dose de leite adaptado por dia, rapidamente isso mudou. A quantidade que produzia não chegava para as suas necessidades. Então, era uma luta por mais uma gotinha que eu pudesse tirar. E eu andava de rastos. Quando só produzia 20 ml por dia, deliberadamente deixei de extrair leite. Já não aguentava mais.

 

O que correu, então, mal? Por que não conseguia eu amamentar normalmente?

Para mim, foi a combinação de vários factores:

 

1 - Cansaço e stress.

Sempre li que as pessoas deviam ir ter filhos e não dizer nada a ninguém para não terem visitas. Que atrapalham mais do que ajudam. Eu estava preparada para ganhar alguns inimigos e mandar as pessoas embora, mas a verdade é que eu me sentia bem. Estava super fresca. Parecia que nem tinha tido um filho. Tive o quarto do hospital sempre cheio de pessoas e raramente dormia entre os cuidados à minha filha. Na altura, nem sequer senti essa necessidade. Devia ser a adrenalina ou as hormonas. Vim para casa e a romaria continuou. De dia, eram as visitas, à noite eram as fraldas e o leite. Dormir que é bom, não acontecia. O marido ajudava, mas pouco. Ora estava a dar de mamar e a mudar fraldas, ora estava a tirar leite com a bomba. Estava exausta, angustiada por não conseguir amamentar e stressada com muitas outras coisas.

 

2 - Má alimentação.

A alimentação cuidada que tive durante a gravidez simplesmente desapareceu. Eu chegava a passar dias inteiros sem comer. Se alguém me trouxesse comida, eu comia, caso contrário metia umas bolachas à boca de vez em quando, mandávamos vir (má) comida de fora... Era o caos. O marido não cozinha, eu não tinha tempo, logo não me alimentava. Foi muito, muito mau. E só bebia quando tirava leite com a bomba. Dava-me uma sede inacreditável. Continuo a não me alimentar convenientemente, felizmente já ninguém sofre com isso, a não ser eu.

 

3 - O biberão.

Apesar da minha filha ter nascido antes do seu tempo, tinha bons reflexos de sucção. Mamar não era problema. Até mamava muito bem. Era, e ainda é, muito sôfrega. O biberão é o ideal para ela. A minha maminha não lhe dava o que ela queria, na quantidade que queria, então eu fui fraca e cedi à sua vontade.

 

4 - A culpa.

Como eu me sentia muito culpada por não conseguir amamentar, à minha volta tentavam desvalorizar. Não deviam. Eu devia ter-me munido de ajudas (sobretudo para evitar os problemas referidos acima) e devia ter vivido para alimentar adequadamente a minha filha. Fui pressionada para regressar ao trabalho e fi-lo ao fim de 1 mês e meio. Quem é que aguenta? Eu não aguentei.

 

5 - A ajuda técnica.

Pouco tempo depois da minha filha nascer, procurei a enfermeira das aulas de preparação para o parto. Só tinha 2 dias disponíveis e só de manhã. Num deles era melhor não ir porque ia estar a tratar de papelada, por isso podia ir no outro entre as x e as x horas. Eu andava exausta e não fui. E pronto. Ainda pedi ajuda num grupo de amamentação. Uma pessoa disponibilizou-se para me ajudar, mas também era por telefone. E eu sem tempo. Esqueci a ajuda técnica. Tudo aquilo que referi para trás não ia mudar. Como é que eu ia conseguir amamentar, se eu estava sozinha nessa luta e eu própria com pouca vontade de lutar?

 

Desisti.

 

Eu não sabia, mas agora já sei. Se eu tiver a coragem de dar um irmão a esta filha que tanto amo, há erros que não vou cometer. Sobretudo, quem vai comandar as coisas vou ser eu. Eu preciso de fazer apenas o que eu quero e não o que me dizem para fazer. Acabaram-se os palpites e imposições. Não me vou importar de ser a má da fita, porque há algo que se sobrepõe a isto tudo. Vou criar todas as condições para amamentar e vou fazê-lo.

 

Ainda consegui tirar uma foto e fazer um pequeno vídeo da minha filha a ser amamentada por mim. Não imaginam a quantidade de vezes que os vejo. Sei que não fiz tudo o que devia, mas fiz o máximo que as minhas forças permitiram. O vínculo que se estabelece durante a amamentação e ao qual eu não tive acesso, estou a tentar estabelecê-lo estando sempre com a minha filha. Quero ser eu a fazer-lhe tudo e quero aprender tudo por ela. Está linda e saudável, mas a culpa de não lhe poder dar o melhor seguro de saúde que há ninguém ma tira.

 

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publicado às 23:36

Tendências

18.08.14
IMG_7887.JPG


Gostam desta tendência? Eu, confesso, gosto muito. Acho que é extremamente feminina e define bem a silhueta da mulher. Mesmo para pessoas que estejam com um bocadinho de barriguita (como eu!), a parte problemática não está em evidência. Além disso, podem sempre escolher uma saia subida e o problema fica resolvido (como na primeira imagem). Também acho que este tipo de look fica bem com e sem saltos. Umas Sabrinas ficavam mesmo a matar. Como não vejo nada disto à venda (também não procuro, é certo), uma boa alternativa é mandar fazer numa costureira.

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publicado às 09:39

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