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Uma das minhas amigas mais próximas e queridas é indiana e vive na Índia. Chama-se Krupa Suresh. Conhecemos-nos por motivos profissionais e a amizade surgiu. Desde então que me vejo mergulhada na sua cultura e costumes. Os festivais, os inúmeros deuses, as mezinhas para tudo e mais alguma coisa, os mantras, os símbolos. Tudo é tão diferente da nossa cultura e tão interessante.

Quando engravidei, a minha amiga mandou fazer um ritual especial num templo a um deus para que me protegesse na gravidez. Recebi, depois, as cinzas resultantes dessa reza. A gravidez correu bem!

Depois, foi novamente ao templo quando pressentiu que algo não estava bem comigo no dia em que a Maria Victória nasceu. Lá acabou por correr tudo muito bem. Muito bem mesmo.

Hoje, informou-me que era um dia muito especial para a minha filha. O décimo primeiro dia após o nascimento de um bebé é particularmente auspicioso. Hoje, foi feita a primeira puja ao Lord Ganesh em nome dela. A foto em baixo representa essa puja. Neste dia, as pessoas próximas da bebé abençoam-na com nomes auspiciosos.

O nome escolhido pela Krupa foi Gowri. Já estava pensado há muito tempo, mas só agora o pôde revelar. Gowri é um nome muito especial e é o nome da mãe de Lord Ganesh. Eu tenho uma particular admiração por Ganesh e tenho várias representações dele em casa.

Perante tudo isto, como é que algum dia vou poder agradecer tantas bênçãos? Este cuidado e atenção não têm preço. Sinto-me muito abençoada por ter amigos a rezar por nós tão longe.

Obrigada, Krupa! (Ela vai traduzir o texto online) :)

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publicado às 20:31

O parto

23.04.14
No ultimo texto descrevi a terrível consulta com o meu obstetra. Foi aí que começou o meu parto.
Cheguei a casa ainda muito abananada, deitei-me no sofá a escrever o post para o blogue e trabalhei ao computador, sempre deitada de lado. Tinha contrações, sem dores, mas sentia aquelas dores, tipo menstruais, o tempo todo. Como já era habitual, não quis dar muita importância. Entretanto, o meu marido pediu-me que fôssemos jantar ao café ao lado de casa, pois ia dar um jogo de futebol com o Benfica. Fui a pé e regressei depois com uma amiga.
Em casa, fui à casa de banho e vi a primeira parte do rolhão mucoso. Era um muco espesso, cheio de sangue e absolutamente assustador. Ao longo de toda a gravidez, não tinha perdido uma gotinha que fosse de sangue e ver aquilo tudo foi muito mau. Porém, o médico tinha alertado para alguma lerda de sangue nos dias seguintes ao toque. Assumi que fosse normal. A partir daí, comecei a sentir contrações com dor. Era meia noite e as contrações vinham de 6 em 6 minutos, qual relógio. Muito raramente, eram 7 ou 12 minutos. Dei-me ao trabalho de passar a noite toda a anotar os minutos no telemóvel, na esperança das construções ficarem irregulares. Por volta das 2 da manhã, liguei à minha cunhada para saber o que seria aquilo, já que se estava a tornar insuportável. Disse que podia ser normal, que fosse tomar um banhinho quente. Se fosse o parto, acelerava-o, se fossem apenas dores, aliviavam um pouquinho. De facto, aliviou o suficiente para eu dormir umas 2 horas e depois voltou tudo ao mesmo. 6 em 6 minutos uma dor muito forte por uns 10 segundos. Eu nem queria acreditar que pudesse ser o parto. O marido dizia que aquilo devia ser normal, que não devia ser assim tão forte, que aguentasse, que o médico sabia o que estava a fazer, etc, etc. Sempre que adormecia, acordava e ia ver a última contração e tinha sido há 6 minutos atrás. Não dormi nada.
De manhã, perdi o resto do rolhão, desta vez mais abundante. Fui logo fazer as análises, como o médico pediu. Entrei no laboratório a chorar com dores. Fiz o hemograma e a cultura da bactéria estreptococo B e pedi que fossem entregues ainda naquele dia, pois não sabia o que ia acontecer e precisava mesmo delas. Só me davam o hemograma ao fim do dia, a outra só na semana seguinte.
Fui para casa, e tratei de informar no trabalho que não conseguia trabalhar e que precisava de tirar uns dias. Nem sabia se não ia mesmo entrar em trabalho de parto. Eu tinha que preparar 2 pessoas para me substituírem durante a minha licença, mas só ia fazer isso mais tarde, mais próximo de Maio. Enviei os documentos necessários para poderem fazer o meu trabalho e apressei-me a desligar o pc. Neste tempo todo, tive o raio das contrações de 6 em 6 minutos. Ao início da tarde, fui ao serviço de internamento de obstetrícia e ginecologia ter com a minha cunhada para fazer um travado e ver como estaria a minha pequena. Ela estava bem, mas as contrações já tinham uma grande amplitude. Foi-me aconselhado andar a pé. Quando saí do hospital, já nem me apetecia ir para casa, tais eram as dores. Por mim, tinha ficado logo lá, mas por algum motivo eu recusava-me a acreditar que aquilo fosse o parto. Não podia ser! Eu só tinha 36 semanas e 4 dias. Descansei a gravidez toda, não tinha tensão alta, as análises estavam todas óptimas e no dia anterior o médico não disse nada que o parto estaria iminente. Estive uma meia hora em casa, no escuro e resolvi ir para o hospital, desta vez para as urgências. Fosse o que fosse, nada justificava que eu estivesse com tantas dores e durante tantas horas. Estava exausta pelas dores e pela falta de sono.
No hospital, a minha cunhada entretanto tinha saído do seu turno e acompanhou-me o tempo todo. O médico que me recebeu não se surpreendeu que eu estivesse cheia de dores e perguntou o que é que o meu médico teria na cabeça para me fazer o que fez. Já não me deixaram sair. Fiquei com a confirmação de que o trabalho de parto foi provocado no consultório do médico, no dia anterior. Fizeram-me vários toques e nenhum doeu. Não doeu nada! Depois perguntaram-me pelas análises do terceiro trimestre e não as tinha, claro. Conseguimos o hemograma, mas as outras não. Por causa disso, ficou determinado que tinham que assumir que o resultado era positivo e, portanto, teria que levar uma injeção de penicilina.
Vesti uma bata e chinelos do hospital e levaram-me para a ala dos partos. Fiquei numa sala com umas cintas na barriga, que controlam o bebê. Puseram-me um cateter com soro e ali fiquei ã espera. As dores mantinham-se no mesmo ritmo e intensidade, agora talvez até mais fortes. De vez em quando, faziam o toque. Eu pedia a epidural e as enfermeiras pediam-me que respirasse. Ora, a respiração, nesta fase, não atenua a dor. Simplesmente leva oxigênio ao bebé. Era nisso que eu pensava, mas chegou a um ponto que já não conseguia. E aí, já não eram dores de 6 em 6 minutos. A mim parecia-me tudo seguido e muito prolongado.
Finalmente, fizeram-me mais um toque e chamaram uma anestesista. Tinha um ar muito jovem, de marrona, mas muito simpática e querida. Explicou-me tudo, fez umas perguntas e lá começou o procedimento. Sentei-me na cama, de costas para ela, com as pernas em flor de lotus. Tive que ficar curvada, mas com os ombros relaxados. Deu umas anestesias na pele antes da epidural propriamente dita. Não dói, mas é uma coisa esquisita. Sente-se a agulha a entrar numa área dura, a resistência, a pressão. Picou-me várias vezes, talvez fruto da inexperiência. O pior disto tudo foi mesmo não me poder mexer durante as contrações. Sim, elas continuavam lá. De resto, é tudo muito suportável. Uns 5 minutos depois, as contrações eram muito mais leves, 10 minutos depois, sentia as contrações sem dor e logo a seguir já nem sentia nada. Sente-se sempre as pernas, mas com um formigueiro. Adorei a sensação da epidural. A dor acabou ao fim de 20 horas de sofrimento. Não há dinheiro no mundo que pague essa sensação.
Entretanto, começaram outros procedimentos e já nem sei bem por que ordem. Não me lembro porque foi tudo sem dor. Nada mais doeu em mim. Rebentaram-me as águas com a mão. Foi estranho, claro, mas não foi muito desagradável. Depois, algaliaram-me. Tinha muito medo disto, mas não custou mesmo nada. Pediram-me que me fosse virando ora para direita, ora para a esquerda para que a epidural fizesse o mesmo efeito de cada lado. Quando sentisse dor, podia chamar que reforçavam a dose de epidural. E fiquei para ali sozinha, a virar-me de uma lado para o outro, porque a enfermeira mandou a minha família jantar.
Ao fim de algum tempo, comecei a sentir as contrações ao de leve. Ia pedindo a quem entrava na sala que me reforçassem a dose. Não que doesse muito, mas tinha medo que demorasse a fazer efeito e que a dor evoluísse muito. Tinham todos ido jantar. Veio uma enfermeira e resolveu fazer-me o toque e disse que já estava. Chamou a enfermeira que me acompanhou, veio outra anestesista, reforçaram a dose e ligaram para a minha cunhada para regressarem do jantar. Ninguém atendia. Esperámos um pouco. Percebi que o parto se aproximava, mas eu não sentia nada. Nem pressão, nem vontade de fazer força, nada.
Não deu para esperar mais e puseram-me numa cadeira de rodas e fomos para a sala de partos. Subi para a marquesa e disseram-me que não fizesse força ainda, mesmo que tivesse vontade? Também não tinha. Por fim, pediram-me para fazer força e eu só me lembrava que estava ali para puxar e quis despachar o assunto. Usei o que aprendi nas minhas aulas de yoga e nas aulas de preparação para o parto. Inspirei, retive o ar, encostei o queixo ao peito e fiz força. Repeti isto 3 vezes, chega a minha cunhada à sala de partos e põem-me a minha filha na barriga.
Apanhei um susto enorme! A menina parecia um bichinho azulado, cheio de vėrnix a cobrir-lhe o corpo e não chorou de imediato. Já? Era já a minha filha? Limparam-na superficialmente, começou a chorar vigorosamente, pediram-me que cortasse o cordão umbilical e puseram-ma ao peito. Parou de chorar e foi um momento lindo.
A Maria Victória nasceu às 21:25 do dia 17 de Abril, com 45 cm e 2,345 kg.
Depois, chamaram o pai e foram tratar dela. Eu acompanhava tudo, e nem conta dei da expulsão da placenta, nem dos pontos. Fiquei a saber depois que só precisei de 2 ou 3 pontos e fizeram-me uma sutura intradérmica. Retiraram todos os cateteres (soro, algália e epidural) e fui para uma sala com a minha bebé. Permitiram que toda a família nos visitasse e eu estava super bem disposta, sem dores graças à epidural.
A irresponsabilidade do médico que me seguiu podia ter tido outras consequências. Graças a Deus, a minha filha nasceu bem, está bem e eu estou bem. 6 dias depois do parto, sinto-me óptima. Tomei Brufen e Paracetamol para as dores, que não foram muitas. Há 2 dias que não tomo nada.

(Nota do autor: o texto foi escrito num iPad e estou sem tempo para fazer a revisão. Desculpem qualquer erro.)

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publicado às 20:34

Acabei de sair agora do médico e hoje tive uma experiência horrível.

Primeiro, brinda-me com o belo comentário: "Então, ainda não pariu isso?". Ora, eu estou com 36 semanas e meia, não me parece que seja a altura indicada para parir isto, certo?. Depois, chegou à conclusão de que ainda não me tinha mandado fazer análises de sangue do 3º trimestre. E eu disse que podia ir fazê-las amanhã e ele nem estava a perceber nada. Achava que eu já tinha 40 semanas e mais valia fazer isto tudo no hospital. Tive que o parar e aí ele percebeu tudo. Enfim... Hoje não fez ecografia, não me pesou, não me mediu a tensão. Também não me cobrou a consulta. Perguntou se a bebé mexia bem e se a barriga ficava dura. Confirmei que sim.

Depois, fui para a marquesa para ele me fazer o toque. Foi horrível. Peço desculpa às senhoras que ainda não passaram por isto. Não quero assustar ninguém, aliás nem é normal ser mau, mas a minha experiência foi verdadeiramente assustadora. Foi tão mau que tive que lhe agarrar nas mãos e pedir-lhe para parar. Ele não parou, claro, e terminou o exame. Ficou com a luva com sangue. Fiquei quase em choque. Achei que foi de uma violência horrorosa e nem quero imaginar o que se seguirá. Pedi-lhe desculpa pelo meu comportamento, mas doeu-me imenso, e perguntei-lhe se era normal doer tanto. Ele disse que sim, que há mulheres que se queixam e que nos próximos dias é normal perder um pouquinho de sangue. Só faltou o meu controlo da respiração. Nem me lembrei disso.

Bom, resumindo: neste momento, já estou com 2 dedos de dilatação e a coisa está bem encaminhada. Muito provavelmente, o parto vai acontecer antes de dia 12 de Maio, que era a data prevista. Pediu-me que fosse ter com ele ao hospital no dia 27 de Abril (domingo), levo as análises e vamos ver como correm as coisas.

Perguntei-lhe se achava que a bebé poderia nascer antes de dia 27 e ele disse que era provável, mas que isso até seria bom. Seria um parto espontâneo, natural e para me dirigir ao hospital em caso de rebentamento das águas, de perda de sangue e dores de 15 em 15 minutos. Claro, que se tiver dores de 20 em  20 minutos e elas forem insuportáveis devo ir também. E recomendou que não me esquecesse de pedir a epidural. Como é óbvio, não me vou esquecer. Acho que, se pudesse, tinha pedido epidural para o toque! :)

Quando saí do consultório, fartei-me de chorar. Não sei se foi da dor, se foi da invasão que senti, mas não consegui controlar-me. Entretanto, liguei à minha cunhada que é enfermeira especialista em saúde materno-infantil. Explicou-me que o facto de sentir dor é porque o útero ainda está muito recuado e ele teve subir muito a mão. Habitualmente, o toque não dói. Depois, deu-me a boa notícia de que ter 2 dedos de dilatação nesta fase de uma primeira gravidez, e saudável, é muito bom. Valha-nos isso.

Pronto, agora é dar umas caminhadas para a bebé encaixar no sítio certo e esperar que tudo corra bem. Para já, só consigo ficar deitada a recompor-me do susto.

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publicado às 17:26

Hoje vou novamente ao médico. De certeza que me vai fazer o toque. O toque que eu tanto detestei.

O médico sempre me disse que a bebé seria de 3kg - 3,1kg. Ontem, a minha cunhada esteve a avaliar a minha barriga e disse que a bebé estava muito grande. Será que cresceu tanto em 15 dias? O pânico começa a instalar-se... não quero fazer um parto normal de um bebé enorme. Vamos ver o que ele diz hoje.

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publicado às 12:15

Uma agência americana publicou um anúncio de emprego para "director de operações" numa empresa. Apenas 24 pessoas se candidataram. Os requisitos eram os seguintes:

 

- Estar quase sempre de pé

- Estar sempre em esforço

- Trabalhar entre 135 e horas ilimitadas por semana

- Cursos de medicina, finanças e culinária

- Sem férias

- A carga de trabalho aumenta no Natal, Passagem de Ano e outros feriados

- Sem tempo para dormir

- Salário = 0$

 

O anúncio teve 2.7 milhões de visulizações, mas apenas 24 pessoas se candidataram. A entrevista, através de webcam, e as suas reacções em tempo real, foram registadas em vídeo.

 

Apreciem! :)

 

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publicado às 18:05

Como sabem, tenho uma familiar a trabalhar no internamento de obstetrícia que me deu dicas preciosas sobre os pensinhos para o pós-parto. No hospital onde a minha filha vai nascer não dão esses pensos, por isso temos que ir prevenidas.

Umas senhoras que andavam comigo nas aulas de preparação para o parto disseram-me que iam levar umas cuecas descartáveis, já com penso incluído. Portanto, uma espécie de fralda. Até fazia algum sentido. Não há incómodos, não há fugas e depois vai tudo para o lixo.

O problema que se coloca aqui é mesmo o tipo de parto que se teve. Se for cesariana, creio que estas "fraldas" sejam mais adequadas. Retêm o fluxo, neutralizam o odor (?) e facilitam na higiene. Porém, se for parto normal, com laceração ou corte, a coisa complica.

Segundo me foi explicado, o melhor é usar os pensos mais grossos, tipo os antigos. Se usarmos as "fraldas" ou aqueles pensos muito absorventes, isso fará com que aguentemos mais tempo com eles, adiando a higiene e a sua substituição. Há maus cheiros, há um corte naquela zona e as infecções aparecem. Aqueles que têm uma superfície de silicone ou plástico também são desaconselhados pelo contacto que mantêm com a pele.

Por isso, seguindo o conselho da especialista, e não querendo ter pontos infectados e outras coisas, comprei os pensos no Jumbo. Comprei 3 embalagens para fluxos diferentes. São super baratinhos, podem ser substituídos facilmente e com menos de 5€ comprei imensos pensos.

 

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publicado às 21:56

O vencedor do passatempo Umbilical Foto e Teste Positivo de Sessão Fotográfica para Pré-Mamãs, com um valor de 100€, foi a AnaJoel Filipe.

 

O vencedor deve entrar em contacto com a Umbilical Foto através da página http://www.facebook.com/umbilicalfoto ou pelo site www.umbilical.pt

 

Muitos parabéns ao vencedor!!

 

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publicado às 15:00

No sábado, mesmo antes de fazer 35 semanas de gestação, fui fazer uma sessão fotográfica.

Já andava há meses para a fazer. Gostaria de ter feito uma por mês, mas a disponibilidade não mo permitiu. Além disso, não sou fotogénica e fujo a 7 pés dos flashes. Não consigo sorrir para a objectiva, não consigo sorrir para um estranho, não consigo sorrir quando não me apetece. Fico sempre com uma cara estranha, com os olhos semi-cerrados, uma expressão falsa, de medo, de terror, sei lá.

Então, no sábado lá fui eu ter ao estúdio. Era só eu, o fotógrafo e o meu barrigão. Sugiro que vão sempre acompanhadas. Ajuda a descontrair. O meu fotógrafo era muito simpático, mas no meu caso nem isso adiantou.

Levei umas roupas diferentes, uns sapatinhos, um coelhinho e uma roupinha da princesa. Não usei fitas, nem laços. Fiz umas fotos mais descontraídas, outras a focar a barriga, jogos de luz, contrastes. Foram 2 horas interessantes, cheias de disparos. No final já estava a ficar mais à vontade com os disparos.

Hoje voltei lá para fazer a selecção das fotos. Eram centenas de fotos e consegui reduzor tudo a 40. Fiquei surpreendida porque nunca imaginei que pudesse tem 40 fotos decentes. Há fotos lindíssimas. E tenho a certeza que vou adorar ver essas fotos um dia mais tarde.

Aproveitem a vossa gravidez, abracem-na como se fosse uma experiência única e registem-na. Se não puderem ter 40 fotos, façam apenas 5, mas façam. Não é assim tão caro e vai valer a pena.

Assim que me enviarem as fotos, partilho com vocês, claro.

 

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publicado às 22:58

Nos últimos dias tenho andado a sentir-me muito em baixo. Dias não, semanas. Lamento ter de vir para aqui aborrecer-vos, mas à minha volta já ninguém me atura.

Não tenho sono. Tenho muito sono. Tenho dores no fundo da barriga. Estou gorda. Não tenho nada para vestir. Tenho azia. Tenho fome. Tenho dificuldade em movimentar-me. Tenho sempre vontade de fazer xixi. Tenho imensas carências afectivas. Tenho medo do parto. Tenho medo de ser mãe. Sinto-me abandonada por todos porque ninguém me entende.

Sempre que começo a lamentar-me, só me dizem que já falta pouco. Já ando a ouvir isto desde o início da gravidez. É rápido o tanas! Há mulheres que adoram estar grávidas e o tempo deve passar depressa para elas. Para mim não. Apesar da gravidez não ser tão má como eu antecipava, também não é um estado agradável.

Eu queria ter feito um babyshower. Ninguém à minha volta mostrou grande disponibilidade para isso. Eu queria ter celebrado a minha gravidez, a chegada da minha bonequinha. Falei com as amigas e alguma família. Ninguém se disponibilizou para fazer nada. Foi mais do género "Se precisares de alguma coisa, diz." Claro que preciso de alguma coisa. Preciso de tudo. Sinto-me tão cansada que não me apetece organizar um evento todo sozinha. Daí serem as amigas a organizar estas coisas. Há mais de um mês atrás, procurei um espaço que organiza estas festas. Pois até aí fui esquecida. Ficaram de me contactar com os grafismos, cores, orçamento, etc. e nada. Acabei por desistir.

Cá em casa também não há grande entusiasmo com nada. O marido nunca tem tempo para mim. Para o arrastar para as compras ou tomada de decisões é uma luta. Não faz nada. Nem sequer me tira fotografias. Tive que ir sozinha a um estúdio de fotografia registar esta fase. Cá em casa, há iPhones, iPads, máquinas fotográfias. Só falta é tempo.

Para ajudar, a minha família não está por perto. Faria toda a diferença. Acho que só eles é que vêem esta gravidez do meu ponto de vista, onde também eu sou protagonista e não apenas a bebé. Lá porque amo a minha bebé, isso não significa que deixe de me amar a mim, não acham? Por outro lado, acho normal que a família do meu marido esteja mais focada na bebé. Na verdade, eu sou apenas o forno, não é verdade?

Há dias em que me sinto melhor. Ter de trabalhar a tempo inteiro também não ajuda. Mas ainda bem que trabalho, ou então já me tinha entregado à depressão. Para já, só penso em descansar o mais possível e restabelecer-me para receber a minha boneca na melhor forma possível.

Peço desculpa pelo lamento, mas tinha que falar. Tenho evitado vir para aqui falar neste estado, mas também é capaz de ser um efeito da gravidez. Por isso, acho que é legítimo falar de como eu me sinto.

 

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publicado às 15:36

2º Passatempo Teste Positivo, em parceria com a Umbilical Foto (em Lisboa, Cacém).

Temos para oferecer uma sessão fotográfica para pré-mamãs. É uma oportunidade única a não perder.
- 1 hora em estúdio
- Aproximadamente 30 fotos em CD (mediante marcação)

Condições do sorteio disponíveis na nossa página do facebook (www.facebook.com/testepositivo)

 

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publicado às 14:53

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